Objetos de discurso e procedimento de construção de sentido: uma análise sobre o tema “viagem” na literatura de cordel

Abstract: In this work, our aim is to analyze the objects of discourse and the construction of sense related to the theme of travelling. The theoretical notion of the objects of discourse is assimilated by the framework of textual linguistics, and it is understood as a creation that reconfigures itself by the indications of syntacticsemantic structures and lexical contents as well as other data of sociodiscursive and cultural context mobilized by the participants of the enunciation. Based on this notion, we conducted the study of the objects of discourse in two cordel narratives about travels: Viagem ao país de São Saruê (Manuel Camillo dos Santos), Uma viagem ao céu (Leandro Gomes de Barros). In these narratives there is a special reference system attached to the cultural models and the collective imaginary of the Brazilian Northeast which, in turn, constitute textual procedures for the construction of sense.

Keywords: Cordel, Culture, Objects of discourse, Sense, Text.

Resumo: Neste trabalho, nosso objetivo é o de analisar os objetos de discurso e a construção de sentido relacionados ao tema viagem. A noção de objeto de discurso, desenvolvida no quadro teórico da linguística textual, é compreendida como uma criação que se reconfigura tanto pelas pistas das estruturas sintáticosemânticas e pelos conteúdos lexicais como por outras informações do entorno sócio-discursivo e cultural dos participantes da enunciação. Considerando, então, essa noção, nós analisamos os objetos de discurso de duas narrativas de cordel cujo tema é viagem: Viagem ao país de São Saruê (Manuel Camillo dos Santos), Uma viagem ao céu (Leandro Gomes de Barros). Nessas narrativas, há um sistema especial de referência ligado aos modelos culturais e ao imaginário coletivo do nordeste brasileiro, que, por sua vez, constituem procedimentos textuais de construção de sentido.

Palavras-chave: Cordel, Cultura, Objeto de discurso, Sentido, Texto.

Sectiune
Língua e literatura portuguesa
Pagina
196